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jan 12 Suicídio de garota-propaganda mirim após bullying choca Austrália

Fonte: BBC Brasil
Foto: Facebook/Akubra official

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Ícone de uma famosa marca de chapéu da Austrália, uma garota de 14 anos chocou o país ao tirar a própria vida.

Segundo a família de Ammy “Dolly” Everett, ela se matou depois de ser vítima de bullying. Em um postagem no Facebook, o pai da garota, Tick Everett, fez um apelo para que se tenha mais consciência sobre o problema, para que a trágica história da filha “não seja desperdiçada”.

Dolly era garota propaganda da Akubra, tradicional marca de chapéu australiana. A empresa, além de expressar condolências, também fez um apelo para que as pessoas “se ergam” contra qualquer tipo de bullying.

Na Austrália, uma em cada cinco crianças diz que já sofreu bullying.

No emotivo texto que postou nas redes sociais no domingo, o pai da modelo não dá detalhes do tipo de violência a que Dolly foi submetida. Mas afirmou que houve bullying, e que ela queria “escapar do mal desse mundo”.

Ele disse esperar que a atenção dada à morte da filha na semana passada “ajude a evitar que outras vidas preciosas se percam”.

Convite para funeral

Everett convidou para o funeral da filha aqueles que praticam repetidos atos de violência física e psicológica contra Dolly.

“Se, por acaso, as pessoas que pensaram que era só uma piada e que se sentiram superiores pelo bullying e assédio constantes virem essa postagem, por favor, venham à cerimonia e testemunhem a ruína que criaram”, escreveu o pai.

A família divulgou um comunicado à imprensa dizendo que Dolly era “a alma mais gentil, atenciosa e bela”. “Ela estava sempre cuidando de animais, crianças pequenas e de outras crianças menos afortunadas na escola”.

A família compartilhou ainda um desenho recente feito pela filha, mostrando uma figura magrinha inclinando-se para traz com os dizeres: “Fale mesmo se sua voz tremer”.

“Essa mensagem poderosa indica o lugar escuro e assustador para onde nosso lindo anjo viajou”, diz o texto.

De acordo com a emissora australiana ABC, a família também disse que gostaria de criar um fundo para ajudar a conscientizar sobre bullying, ansiedade, depressão e suicídio juvenil.

‘Dolly poderia ser a filha de qualquer um’

Ammy “Dolly” era garota propaganda de um dos símbolos mais conhecidos na Austrália: o chapéu de pele de coelho com abas largas, normalmente associado à vida no campo.

Ela estrelou uma bem sucedida campanha publicitária da Akubra quando tinha oito anos.

“Bullying, de qualquer tipo, é inaceitável”, escreveu a empresa no Facebook na terça.

“Cabe a nós reagir quando vemos qualquer tipo de bullying. Dolly poderia ser a filha, irmã, amiga de qualquer um.”

A companhia fez um apelo aos leitores da mensagem: “Seja um amigo, fique atento aos seus amigos”.

Resistência em denunciar

De acordo com o Centro Nacional contra o Bullying da Austrália (NCAB, na sigla em inglês), apesar de as taxas globais terem ligeiramente diminuído ao longo da última década, há o registro de mais casos na esfera virtual.

“O que difere o bullying virtual é que ele pode ser constante, 24 horas, sete dias por semana”, disse à BBC Jeremy Blackman, da NCAB.

Segundo ele, outro fator relevante é o anonimato promovido pela internet, que pode dificultar a empatia com as vítimas de bullying.

“Isso significa que mais crianças podem praticar bullying”, diz Blackman.

Apesar dos serviços de ajuda disponíveis, adolescentes tendem a resistir em comunicar quando são vítimas de bullying, segundo a NCAB.

Ele costumam procurar por ajuda apenas quando a situação fica insuportável.

Não há estatísticas oficiais sobre suicídios relacionados ao bullying. No caso da Austrália, as taxas de suicídio estão caindo de forma geral. No entanto, há um registro de aumento entre pessoas com idade entre 15 e 24 anos.

jan 4 Internet Sem Bullying: conheça o projeto do Instituto Abrace Programas Preventivos com a Copel Telecom.

Responsabilidade social é mais que um compromisso ao oferecer a melhor internet do Paraná. É retribuir para os moradores do estado a confiança que depositam em nossos serviços. É também por esse motivo que lançamos o projeto Internet Sem Bullying, uma parceria da Abrace Programas Preventivos com a Copel Telecom que leva para as escolas da rede pública estadual palestras sobre cyberbullying.

Quer conhecer mais sobre o projeto? Então, confira uma entrevista com a diretora de operações da Abrace Programas Preventivos, Karine V. Horta e fique por dentro!

Blog Conecta – Considerando o cenário do bullying no Brasil, como nasceu a ideia de criar o projeto Internet Sem Bullying, uma parceria da Abrace Programas Preventivos com a Copel Telecom?

Karine V. Horta – O projeto Internet Sem Bullying nasceu da nossa preocupação com o aumento considerável do cyberbullying entre adolescentes. Nas pesquisas que realizamos em escolas atendidas pela Abrace Programas Preventivos, notamos que nos últimos três anos as agressões virtuais entre alunos têm sido mencionadas com frequência por familiares e estudantes e escolas, e gerado graves consequências para todas as partes. Por isso, a Abrace Programas Preventivos e a Copel Telecom se uniram neste projeto. Juntos, nosso intuito é ensinar o que chamamos de ética digital. Além disso, a Copel Telecom possui um compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS), que mencionam sociedades pacíficas, educação de qualidade e equidade para todas as crianças e promoção de saúde e bem-estar.

Blog Conecta – Quais são as ações que fomentam o projeto, dentro e fora das escolas?

Karine V. Horta – O projeto é composto por ações voltadas para paisestudantes e educadores. Inicialmente, são realizadas palestras para alunos do Ensino Fundamental II, juntamente com o fornecimento de cartilhas e brindes. As palestras sensibilizam e conscientizam alunos sobre a seriedade da prática do cyberbullying. Também reforça valores como empatia, igualdade e respeito. Em seguida são fixados cartazes no pátio e corredores das escolas com frases que relembrem o conteúdo abordado nas palestras. Para os pais são fornecidas cartilhas com orientações importantes para prevenção e, se necessário, intervenção de modo adequado. Fornecemos também planos de aula com sugestões de atividades para que os professores deem continuidade ao tema.

Blog Conecta – Como vem sendo a receptividade dos alunos em relação às palestras? E dos professores e educadores?

Karine V. Horta – É surpreendente a forma como os alunos reagem e participam durante as palestras, compreendendo a seriedade do cyberbullying e se comprometendo a respeitar os colegas na internet. Todos participam, tiram dúvidas, contam suas experiências, é incrível, um aprendizado para nós e para eles. Da mesma forma, professores participam e citam exemplos do cotidiano da escola, ilustrando o que está sendo dito. Todos têm demonstrado gratidão ao verem nosso empenho em combater o bullying e cyberbullying, o que é muito gratificante.

Blog Conecta – Existe uma estimativa sobre o número de alunos e escolas paranaenses impactados pela iniciativa?

Karine V. Horta – Ainda não temos números precisos, mas acredito já termos alcançado mais de 900 alunosaté agora, distribuídos em diferentes escolas e municípios. Nosso objetivo é alcançarmos 11 municípios até março de 2018 e ampliarmos para outros municípios no segundo semestre.

Blog Conecta – Considerando a sua visão como diretora de operações da Abrace Programas Preventivos, jornalista e estudante de Gestão Pedagógica, qual é a importância de desenvolver um projeto de responsabilidade social como este, que trata de uma alarmante realidade dentro das escolas?

Karine V. Horta – Todo trabalho feito com o objetivo de ajudar na melhoria e transformação de uma realidade que não é benéfica para a sociedade, é fundamental para o auxílio no desenvolvimento da formação de cidadãos conscientes, responsáveis e que tenham respeito pelos outros. Isto traz muitos benefícios e gera uma rede de solidariedade em que indivíduos começam a ter consciência da consequência de suas condutas. Também compreendem que atitudes positivas podem gerar mudanças significativas e importantes para a qualidade de vida de todos.

Blog Conecta – Como o leitor do Blog Conecta pode fazer sua parte, ajudando a reduzir e a prevenir a prática do bullying dentro e fora da internet?

Karine V. Horta – O filósofo Edmund Burke disse que a única coisa necessária para que o mal triunfe sobre o bem é que as pessoas de bem não façam nada. Por isso, para reduzir esta forma de violência que aflige diariamente milhares de estudantes, é fundamental uma cultura de paz. Isto pode ser feito com ações simples, como procurar a escola em que seu filho estuda e se informar sobre o que vem sendo feito de forma preventiva; não estimular comentários ou “brincadeiras desagradáveis” na internet ou em qualquer outro ambiente; ao ver conteúdos que prejudiquem outros na internet, utilizar as ferramentas de denúncia das redes sociais; caso saiba de algum caso de bullying, dar apoio à vítima, manifestando cuidado e compreensão; e, acima de tudo, procurando ser um exemplo de empatia, igualdade e respeito.

Quer fazer parte dessa rede de solidariedade em prol do respeito na internet? Então compartilhe esse conteúdo com seus amigos e use a hashtag #InternetSemBullying nas redes sociais.

Continue acompanhando os conteúdos da série especial sobre o projeto, que segue nas escolas públicas do Paraná até março de 2018.

 

Fonte: http://www.copeltelecom.com/site/blog/internet-sem-bullying-conheca-o-projeto/

dez 25 Abrace Programas Preventivos e Olweus Bullying Prevention Program juntos no Brasil.

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A Abrace Programas Preventivos, responsável também pelo projeto Escola Sem Bullying, acaba de trazer para o Brasil o mais importante programa de combate ao bullying do mundo, o Olweus Bullying Prevention Program. 

Durante o mês de outubro, a equipe que compõe a diretoria da instituição participou da especialização em Prevenção ao Bullying pela Clemson University, na Carolina do Sul nos Estados Unidos, e certificou a Abrace como a primeira e única instituição da América Latina a ser capacitada e especializada internacionalmente no tema.

O Olweus Bullying Prevention Program é o mais completo programa de prevenção ao bullying, e a partir de agora fará parte do Escola Sem Bullying, somando ainda mais com a composição da metodologia do projeto já aplicado no Brasil.

Para conhecer mais sobre o projeto Escola Sem Bullying pelo Olweus Prevention Program, entre em contato conosco: contato@abraceprogramaspreventivos.com.br

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nov 7 Paraná é um dos Estados com mais casos de bullying no Brasil – Entrevista Benjamim Horta para rádio BandNews.

O caso registrado em Goiânia na última semana, de um aluno de uma escola particular de 14 anos que abriu fogo contra os colegas dentro da sala de aula porque sofria bullying, reacende a discussão no país sobre o tema. Dois estudantes morreram e outros quatro ficaram feridos.

Apesar de parecer distante por ter ocorrido no centro-oeste do Brasil, o problema é de todos. A prática vai muito além das limitações geográficas e é motivo de alerta também no Paraná, onde 48,5% dos estudantes se consideram vítimas desse tipo de agressão.

Os números fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, publicada em agosto de 2016 pelo IBGE, e como os dados fazem do Estado um dos que têm a pior situação, a BandNews procurou o criador do projeto Escola Sem Bullying, Benjamim Horta, que também é diretor-fundador da Abrace Programas Preventivos, para falar sobre o assunto. Ele conversou com Daiane Andrade.

Ouça a entrevista: http://bandnewsfmcuritiba.com/parana-e-um-dos-estados-com-mais-casos-de-bullying-no-brasil/

Fonte: Rádio BandNews

nov 5 Com jogos tradicionais e de mesa, colégio de Bogotá ensina direitos humanos.

Fonte: Educação Integral

No colégio Benjamín Herrera, a liberdade de pensamento e religião, a igualdade e o respeito são temas comuns na hora do intervalo, momento em que, ao redor das mesas, os estudantes se reúnem para participar de diversos jogos de mesa.

Não se trata de jogos clássicos. São versões originais, pensadas e desenhadas pelos próprios jovens, que em sua dinâmica fazem alusão aos direitos humanos e a problemáticas que os transgridem, como a violência ou a discriminação.

A iniciativa é parte do projeto “Construamos um mundo em harmonia de direitos e deveres“, liderado pelos professores Jairo Salamanca e Miguel Plazas, cujo propósito é contribuir para a formação integral da comunidade a partir da promoção, divulgação e cumprimento desses princípios e liberdades.

Jairo e Miguel, dois docentes convencidos do poder da educação para transformar os indivíduos e seu entorno, apostaram no jogo como estratégia para formar  uma nova geração de estudantes para quem o respeito deve primar na hora de se relacionar uns com os outros. Por essa prática pedagógica, foram indicados ao prêmio Campartir al Maestro em sua edição de 2016.

“Antes, no colégio, tínhamos muitos conflitos de convivência. Por isso pensamos que, através deste tema, do lúdico e da investigação, poderíamos motivar os estudantes a transformar a forma de se relacionar. E creio que conseguimos: hoje há respeito e tolerância”, explica Jairo.

Jogar os dados pelos direitos humanos

A regra é fácil. Para poder avançar a quantidade de casas que indicam os dados um desafio deve ser superado: responder corretamente uma pergunta sobre direitos humanos. Assim se joga ludo no colégio de Puente Aranda, com a oportunidade de refletir, divertir-se e aprender ao mesmo tempo.

Para os que preferem jogos tradicionais com mais “ação” também esta a opção da rana*.O estudante David Díaz criou e modificou as regras do jogo de tal forma que as pontuações só são somadas se o jogador responder corretamente a determinadas perguntas. Por que os direitos foram inventados? O que é direito à família? Como pode se promover os direitos na sociedade? O trabalho é um direito ou um dever? São algumas das questões que podem ser destinadas àqueles que acertam o lançamento.

No pátio há jogos para todos os gostos, como uma versão própria de Uno, um bingo e uma loteria clássica, todos desenhados pelos estudantes com diferentes materiais. Os criadores não dissimulam seu entusiasmo e para estimular a participação de mais crianças e inventaram prêmios ou reconhecimentos, criando uma verdadeira competição.

“Todos gostam de bingo porque jogam com a sorte e com os conhecimentos para ganhar”, diz um dos inventores dessa versão, enquanto seu companheiro enuncia cada uma das bolinhas sorteadas.

“Se esses jogos chegassem a outros colégios de Bogotá, poderíamos gerar um grande impacto na convivência escolar”, afirma o professor Jairo, após explicar que desta forma os descansos no colégio Benjamín Herrera se converteram em espaços lúdicos de aprendizagem nos quais a igualdade, a tolerância e o respeito, a não discriminação e a não violência são temas cotidianos entre os estudantes.

*Em espanhol, rã. Trata-se de um jogo onde deve se lançar uma moeda e acertá-la dentro da boca de uma rã feita, em geral, de metal ou madeira.

Texto de Andrés Moncada publicado na plataforma colombiana Compartir Palabra Maestra. Tradução: Dafne Melo. 

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